The Age of Disclosure
Lançado no final de 2025, 'The Age of Disclosure' é um documentário produzido por Dan Farah que trouxe à luz fatos até então restritos a círculos fechados, reunindo depoimentos de figuras como Marco Rubio, Jay Stratton e Luis Elizondo.
Trailer
O documentário explora a existência de um esforço de décadas — comparável em sigilo ao Projeto Manhattan — para pesquisar e, simultaneamente, acobertar informações sobre eventos envolvendo UAPs. Segundo os depoimentos apresentados, esse sistema de segredos é tão compartimentado que nem mesmo diretores de agências como a CIA ou a DIA teriam hoje uma visão completa do assunto.
Entre os principais entrevistados estão Jay Stratton, que dedicou 16 anos de sua carreira na inteligência militar especificamente à pauta UAP, e Luis Elizondo, que sustenta que os EUA possuem programas de longa data voltados para a recuperação e engenharia reversa de tecnologias de origem não-humana.
Marco Rubio (02/dez/2025) — o que ele disse e o que ele não disse
Um ponto importante para ler o documentário com rigor é separar o trecho de arquivo exibido no filme do que Marco Rubio diz depois, já como Secretário de Estado. Em 02/dez/2025, ele foi perguntado diretamente sobre The Age of Disclosure no programa Hannity (Fox News) e a transcrição oficial foi publicada no site do Departamento de Estado dos EUA — um registro público e verificável.
Rubio começa esclarecendo o contexto: o material do documentário veio de uma entrevista feita “talvez três ou quatro anos” antes, quando ele ainda estava no Senado, e ele diz explicitamente: “I’m not disavowing that.” Em seguida, ele delimita o escopo: estava descrevendo alegações levadas ao Congresso por pessoas com alto nível de responsabilidade e credenciais ("navy pilots, admirals, generals"), não algo que ele tenha verificado pessoalmente.
O que ele diz (com cuidado institucional)
- Ele não “desmente” o trecho exibido: “I’m not disavowing that.”
- Ele reforça que o trecho exibido é antigo e foi gravado quando ele era senador ("three or four years ago when I was in the Senate").
- Ele descreve a origem das alegações: pessoas com cargos e experiência ("navy pilots, admirals, generals") procuraram o Congresso e relataram a existência de programas no governo dos quais “nem presidentes” teriam conhecimento ("programs in the U.S. Government that not even presidents were made aware of").
- Ele coloca um limite explícito sobre o próprio conhecimento: estava relatando o que ouviu (“what people had said to me”), não algo “em primeira mão” (“not things that I had firsthand knowledge of”).
- Ele evita rotular os denunciantes como mentirosos e explica por quê: “I don’t want to call them liars… I just don’t have any independent way to verify the things they said.”
- Ele também sugere um enquadramento mais “terreno” para parte do problema: cita o caso em que o NORAD ajustou os radares para procurar balões e passou a detectar muitos (a maioria inocentes; alguns chineses), lembrando que capacidade de detecção e o que se procura mudam o que é observado.
O que ele NÃO diz (e por que isso importa)
- Ele não confirma a existência de programas de recuperação de naves (crash retrieval) nem valida “tecnologia não-humana”.
- Ele não afirma ter provas diretas nem conhecimento operacional; ao contrário, sublinha a falta de verificação independente.
- Ele não conclui que o fenômeno seja extraterrestre; a fala permanece no terreno de relatos, lacunas de informação e risco institucional.
- Detalhes como “não é nosso” e “instalações nucleares” aparecem na formulação da pergunta; a resposta de Rubio não transforma isso em fato técnico demonstrado — ele mantém a fala ancorada em alegações recebidas e no que ele pode (ou não pode) afirmar publicamente.
Onde assistir
Em breve, mais detalhes
Esta página será expandida com uma análise detalhada dos principais pontos apresentados no documentário, incluindo as declarações de Jay Stratton sobre sua atuação na UAP Task Force e as alegações de Luis Elizondo sobre programas de engenharia reversa. Aguarde atualizações em breve.